Jogo Instantâneo

História

Breve história do Jogo Instantâneo dos Açores

Os primeiros bilhetes do Jogo Instantâneo saíram a 4 de Maio de 1987, em plenas Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres. Uma data que se reveste de simbolismo daqueles que foram os primeiros passos da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores. O seu lançamento foi vivido com entusiasmo e euforia.
Tudo começou com a criação da AMRAA, idealizada nas Jornadas Açores Madeira em 1984, vindo a ser fundada volvidos dois anos. Na mesma época, foi criada a Associação de Municípios da Macaronésia com as Canárias, surgindo mais tarde neste quadro Cabo Verde.
Era Presidente da AMRAA na altura, João Gago da Câmara, um dos mentores do Jogo Instantâneo, juntamente com António Medeiros Ferreira e Hermano Mota, Autarcas da Povoação e Ribeira Grande, respectivamente.

O Jogo Instantâneo surgiu num momento de inspiração e daí à sua organização foi um passo. A AMRAA constituída em 1986, viria a lançar o Jogo Instantâneo nas ruas a 4 de Maio de 1987. A surpresa instalou-se. Só num mês foram facturados 800 contos, na moeda antiga (quatro mil euros). “Era muito dinheiro na altura”, recorda João Gago da Câmara, numa época em que já tinha a percepção de que os açorianos gostavam de jogar.

Uma pequena equipa, constituída por três elementos, lançou o Raspa nas bancas, desconhecendo na altura qual a aceitação junto do público, bem como os próprios trâmites do Jogo, obrigando a uma grande dedicação com vista a superar as dificuldades.

Foi uma verdadeira euforia a que se assistiu na altura, vivida com muito ânimo nas grandes festividades religiosas da ilha de São Miguel.
Um Jogo criado nos Açores para os açorianos que sobrevive até hoje. A sua filosofia permanece, a postura afirma-se no encontro de novas estratégias de marketing. Estratégias que se renovam todos os anos, correspondendo assim a novos conceitos e paradigmas num mundo globalizado.